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Política

Emília diz que quem decidirá disputa nas eleições de 2020 é o povo

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no dia

Nesta quarta-feira,5, a vereadora por Aracaju (SE), Emília Corrêa concedeu entrevista ao Jornal da Xodó FM (89,9 FM). De estilo combativo e direto, a defensora pública defendeu que a política deve focar na melhoria da vida das pessoas e não do parlamentar.

Em conversa com os âncoras Welder Ban e Mary Rodrigues, Emília criticou o fato do Executivo municipal ter, segundo ela, mais uma vez, enviado à Câmara Municipal um projeto de grande relevância, no caso a Lei Orçamentária anual (LOA),  para ser votado quando se aproxima o recesso parlamentar. “Sempre deixam para enviar projetos para a Câmara no apagar das luzes, daí fazem explanação com audiência pública para passar a ideia que o processo é transparente.

Mas a coisa não é bem assim. Na verdade é uma fórmula para tapear o povo, estou atenta e vou me preparar para dialogar no momento oportuno”, disse.

Ainda dentro desta seara a parlamentar teceu uma nova crítica ao prefeito Edvaldo Nogueira, por na sua opinião, não agir de forma transparente. “O prefeito quer remanejar, R$ 800 milhões, o que equivale a  40% da LOA, via decreto, sem o crivo da Câmara, para ele usar como bem entender. Quanto mais transparente é o gestor, mais respeitados são seus atos”, pontuou.

Ao ser questionada sobre as declarações do seu colega de parlamento, Isac Silveira (PC do B), que também  em entrevista ao Jornal da Xodó, disse considerar o ano de 2018 para a Câmara Municipal, por conta do processo eleitoral,  a vereadora fez questão de rechaçar a ideia e alfinetou o que assim pensam. “Ali é uma casa política e administrativa, para tudo há uma desculpa. Temos que parar com isso”, disse.

Na oportunidade Emília também comentou a aprovação do projeto 19/2018, de sua autoria e que dispõe sobre a acessibilidade e adequação das calçadas na capital sergipana. Espaços públicos, que de acordo com a vereadora deveria ser destinadas à circulação de qualquer pessoa com autonomia, fluidez e segurança, independentemente de idade, estrutura, limitação de mobilidade ou percepção, o que não vem ocorrendo. “A acessibilidade de todos os pedestres precisa de atenção em especial em Aracaju. Principalmente, em relação à preservação das calçadas como espaço reservado de proteção mínimo de todos os pedestres da cidade. O projeto foi aprovado, mas quero ver se a lei será sancionada e posta em prática. Estaremos apelando a população para através das redes sociais pressionar o prefeito. O projeto visa a acessibilidade, a mobilidade urbana, quantas vezes vemos o cidadão descer das calçadas e ir transitar nas ruas?”, questionou.

Questionada sobre qual avaliação fazia em torno da CPI da Saúde, a entrevistada disse que ainda não recebeu relatório da melhor se posicionar, mas observou que os trabalhos foram desenvolvidos com isenção.  “Você morrer é uma coisa e você deixar de receber atendimento é outra. Vi o trabalho da CPI com isenção, mas com dificuldades para obter informações. Vamos ver o que os relatórios dirão, mas destaco que com relação a CPI do Lixo, houve muita diferença. Na questão do lixo três parlamentares não poderiam compor a comissão, questão que nos fez ajuizar uma ação pedindo a nulidade do processo”, comentou.

Ainda dentro do dialogo Emília comentou sobre a possibilidade de vir deixar a deixar o Patriota, tendo em vista que a legenda não atingiu a chamada cláusula de barreira, a camarista disse estar ouvindo propostas, para a partir daí tomar uma decisão. “Por enquanto estou ouvindo as propostas. O meu partido pode vir a crescer e quem sabem posso continuar no Patriota. Tenho conversado com Milton Andrade e com a delegada Danielle Garcia, para que possamos estar onde possamos manter a confiança junto ao eleitor. Sei que sempre existirão partidos onde algumas figuras não são benquistas”, relatou.

Por fim Emília Corrêa comentou os rumores em torno de ser candidata a prefeitura de Aracaju, tendo em vista que no último pleito, ela obteve uma votação expressiva na região metropolitana, a edil disse estar preparada para a missão, mas observou que nada definido. “Nada saiu da boca de Emília Corrêa, mas fico honrada com a possibilidade. Quem vai dizer se estou credenciada é o povo e não o mundo político. Tive quase 53 mil votos quando me lancei como candidata a deputada federal, votos estes que foram conquistados com trabalho e não com dinheiro. Se o grupo entender que o meu nome é melhor, estarei preparada”, afirmou.

Fonte: Xodó News

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