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COMBATE AO CORONAVÍRUS: Servidores do Hospital de Glória dizem que falta EPI

(Faxaju) – A cidade de Nossa Senhora da Glória, no Estado de Sergipe, situada no sertão sergipano e distante 126 km da capital, atualmente passa por sérios problemas no enfrentamento à pandemia.

Profissionais da área de saúde se queixam do descaso do Hospital Regional, situado na cidade de Nossa Senhora da Glória e administrado pela Fundação Hospitalar de Saúde, por não serem adotados os devidos cuidados para evitar a contaminação dos profissionais de saúde.

Segundo relataram os profissionais da linha de frente do combate ao coronavírus, o fluxograma para atendimento de possíveis infectados não está sendo observado, expondo todos ao risco de contaminação dos profissionais que trabalham no hospital e não lidam diretamente com os acometidos de COVID-19.

Esclareceram que o procedimento correto é fazer a triagem de todos os doentes que chegam com “sintomas” de pessoas infectadas pelo coronavírus e, de imediato, colocá-los em isolamento, até que saia o resultado definitivo, constatando ou não a contaminação.

O procedimento adotado naquela unidade hospitalar está expondo à contaminação de todos os profissionais de saúde que ali trabalham, além dos acompanhantes de demais doentes por outras enfermidades.

O motivo dos riscos são as faltas de EPI. Todas pessoas infectadas pelo coronavírus devem ser atendidas por profissional equipado, por exemplo, com a máscara N95 e, no entanto, isso não está acontecendo, pois outros profissionais estão desprovidos de equipamento de proteção e a prova disso é a contaminação que já está ocorrendo naquele hospital.

Convém esclarecer que o procedimento adotado na unidade hospitalar de Nossa Senhora da Glória/SE., expõe o risco de contaminação a todos que ali se façam presentes, pois a pessoa que chega ao hospital com sintomas de COVID-19 e faz o teste rápido, obtendo o resultado negativo, é posto em local onde facilita a contaminação de outras pessoas, quando deveria passar por outro procedimento em virtude dos sinais evidentes de contaminação ainda não identificados no teste rápido, que nem sempre apresenta resultado preciso.

Relatam ainda que é importante destacar que o resultado negativo no teste rápido não garante que a pessoa não esteja contaminada se ainda estiverem presentes os sintomas da contaminação, que em muitos casos só se confirmam com a coleta de material utilizando o SWAB (cotonete estéril que serve para coleta de exames microbiológicos com a finalidade de estudos clínicos ou pesquisa), procedimento para identificar a contaminação mediante coleta de material nas narinas e boca, o mais preciso no momento.

Por fim, o procedimento adotado na unidade hospitalar é o de confiar no teste rápido, mesmo diante da possibilidade de a pessoa estar infectada por coronavírus, colocando-a junto a outros pacientes, quando deveria estar em isolamento, para evitar a possível contaminação, e somente liberado com o resultado negativo do exame mediante a coleta de material (SWAB).

Há de convir que tal situação já se tornou realidade, visto que um paciente, inicialmente, testou negativo no teste rápido e, posteriormente, no exame feito mediante coleta de material (SWAB), o resultado positivo se confirmou.

Além disso, nem todos os profissionais estão equipados com EPIs apropriados para manusear pessoas infectadas, pois tais equipamentos somente são fornecidos àqueles que estão na linha de frente no combate ao COVID-19, aumentando ainda mais o risco de contaminação dentre os profissionais de saúde, estes que além de serem mal remunerados, trabalham sem as mínimas condições de segurança, colocando em risco, inclusive, a vida do cidadão que conduz um enfermo ao hospital.

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