Justiça afasta político denunciado por desvio do cargo de deputado – Jornal de Sergipe

Justiça afasta político denunciado por desvio do cargo de deputado

Ex-vereador foi denunciado por desvio de dinheiro público e está proibido de exercer cargo público.

Publicado no dia .


O desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Roberto Eugenio da Fonseca Porto, determinou ao presidente da Assembleia Legislativa, Luciano Bispo de Lima (PMDB), que afaste o ex-vereador Adelson Barreto Filho (Tijói Barreto Evangelista) do cargo de deputado estadual.

Com a decisão, Adelson Filho, que foi preso pela polícia e denunciado por desvio de dinheiro público, continua proibido de exercer cargo público. A Justiça havia determinado seu afastamento do cargo de vereador e proibido de exercer cargo público, mas Tijói por ser suplente, conseguiu ocupar a vaga de um deputado estadual que se tornou prefeito no interior.

Entenda o caso

15 vereadores investigados na Operação Indenizar-SE foram indiciados por crime de peculato (desvio de recursos públicos), falsidade ideológica e formação de quadrilha. A Polícia Civil iniciou as investigações em parceria com o Ministério Público Estadual, que apresentou denúncia contra todos os vereadores investigados. Também foram indiciados e denunciados o advogado Alcivan Menezes e os filhos Richard Leoni, Pedro Ivo e Alcivan Filho, que seriam responsáveis pelo desvio de quase R$ 5 milhões.

Vereadores continuaram desviando recursos públicos durante as investigações, diz polícia

A ousadia dos vereadores Adelson Barreto Filho e Agamenon Sobral surpreendeu a equipe responsável pelas investigações na Operação Indenizar-SE. De acordo com a delegada do Deotap, Danielle Garcia, alguns pararam de desviar recursos públicos durante as investigações, outros continuaram, mas a ousadia de Adelson Filho e Agamenon surpreendeu a equipe.

“Alguns cessaram a ilicitude, outros mantiveram, mas Tijói (Adelson Filho) e Agamenon radicalizaram montando novas estruturas criminosas para se apropriarem dos recursos públicos. Adelson Filho, por exemplo, utilizou notas fiscais falsas, de empresas diferentes com mesma caligrafia; recibo de empresas diferentes com mesma assinatura; inscrição estadual se repetindo em notas diversas. Não tiveram ao menos o cuidado de apresentar documentos que aparentassem ser verdadeiros”, esclarece a diretora do Deotap, delegada Danielle Garcia.

COMENTE!