Contra a redução do ICMS dos combustíveis, Belivaldo assina nota em desfavor do presidente
O presidente da República, Jair Bolsonaro anunciou pela terceira vez consecutiva a redução dos preços da gasolina e do diesel nas refinarias, porem a redução seque chegou as bombas.
O presidente da República, Jair Bolsonaro anunciou pela terceira vez consecutiva a redução dos preços da gasolina e do diesel nas refinarias, porem a redução seque chegou as bombas.
Em suas redes sociais, o presidente explicou que os governadores cobram em média 30% de ICMS sobre o valor cobrado nas bombas e esses valores vão se atualizando a cada 15 dias. Governadores de vários estados não gostaram nenhum pouco da declaração do presidente e assinaram uma nota contra Jair Bolsonaro.
SP; RJ ; MA; AP ; PI ; SE; ES ; BA ; RS ; MT; PA; SC ; PR ; AL; MS, RN, PE, RR,CE, AM; MG; PB.
Veja a nota dos governadores
Posicionamento de vinte e dois governadores em relação ao ICMS sobre combustíveis
Os Governadores dos Estados têm enorme interesse em viabilizar a diminuição do preço dos combustíveis. No entanto, o debate acerca de medidas possíveis para o atingimento deste objetivo deve ser feito nos fóruns institucionais adequados e com os estudos técnicos apropriados.
Diante da forma como o tema foi lançado pelo Presidente da República, exclusivamente por intermédio de redes sociais, cumpre aos Governadores esclarecer que:
1 – O ICMS está previsto na Constituição Federal como a principal receita dos Estados para a manutenção de serviços essenciais à população, a exemplo de segurança, saúde e educação.
2 – O ICMS sobre combustíveis deriva da autonomia dos Estados na definição de alíquotas e responde por, em média, 20% do total da arrecadação deste imposto nas unidades da Federação. Lembramos que 25% do ICMS é repassado aos municípios.
3 – Segundo o pacto federativo constante da Constituição Federal, não cabe à esfera federal estabelecer tributação sobre consumo. Diante do impacto de cerca de 15% no preço final do combustível ao consumidor, consideramos que o governo federal pode e deve imediatamente abrir mão das receitas de PIS, COFINS e CIDE, advindas de operações com combustíveis.
4 – O governo federal controla os preços nas refinarias e obtém dividendos com sua participação indireta no mercado de petróleo – motivo pelo qual se faz necessário que o governo federal explique e reveja a política de preços praticada pela Petrobras.
5 – Os Estados defendem a realização de uma reforma tributária que beneficie a sociedade e respeite o pacto federativo. No âmbito da reforma tributária, o ICMS pode e deve ser debatido, a exemplo dos demais tributos.
6 – Nos últimos anos, a União vem ampliando sua participação frente aos Estados no total da arrecadação nacional de impostos e impondo novas despesas, comprimindo qualquer margem fiscal nos entes federativos.
Os Governadores dos Estados clamam por um debate responsável acerca do tema e reiteram a disponibilidade para, nos fóruns apropriados, debater e construir soluções.
Brasília, 3 de fevereiro de 2019.
SP sim; RJ sim; MA sim; AP sim; PI sim; SE sim; ES sim; BA sim; RS sim; MT sim; PA sim; SC sim; PR sim; AL sim; MS sim; RN sim; PE sim; RR Sim; CE sim; AM sim; MG sim; PB sim

