Secretário da Saúde explica aluguel de hotel

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O secretário da Saúde de Sergipe, Valberto Lima (MDB), confirmou, neste domingo (19), ao Faxaju Online, que deixa a Pasta dia 30 (quinta-feira da próxima semana), seguindo orientação de seus advogados e de alguns correligionários, em razão da sua pré-candidatura à Prefeitura de Propriá.

Valberto disse que os advogados alertaram para o seu afastamento da Secretaria da Saúde, já na próxima semana, dia 30, em razão do momento em que se enfrenta uma pandemia, “que representa um risco em relação à perda de tempo em caso de algum incidente que impeça o registro de sua candidatura”.

Valberto deixa claro que terá mais tempo para conversas com lideranças do município e tratar da formação de alianças, sem que esteja com algum impedimento em razão de estar à frente da Saúde no Estado. Deixou claro, também, que não saiu no final de março para continuar o trabalho de conter a expansão do coronavírus e que a decisão de desincompatibilizar da pasta ocorreu depois de exaustivas conversas com o governador Belivaldo Chagas (PSD): “todos os passos tomados foram combinados com ele”. disse.

– Jamais anteciparia a saída sem um entendimento com o governador, com o qual manterei sempre a amizade, inclusive no pensamento político, disse e acrescentou: “o fato de me afastar da SES não significa que deixarei de ajudar no combate ao coronavírus.

Sobre um nome para substituí-lo, o próprio Valberto disse que ainda não sabe. Quanto a possibilidade da superintendente administrativa Adriane Menezes assumir a Saúde, o secretário disse que ela mesmo já avisou ao governador Belivaldo Chagas que não teria condições para isso.

Adriane é engenheira de Produção e está concluindo o curso de Engenharia Clínica, o que seria um obstáculo para estar à frente de uma Pasta empenhada no combate ao coronavírus.

Sobre aluguel do hotel

O secretário Valberto Lima falou sobre o contrato (já cancelado) do hotel Nobile Express Aracaju (Neps), situado à avenida Tancredo Neves, no bairro América, que praticamente nunca funcionou. No momento estava fechado e para o contrato foram feitas novas instalações além de limpeza geral.

O hotel tinha 65 apartamentos e serviria para acomodar profissionais da Saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares, pessoal da limpeza, segurança e todos os demais ocupantes de cargos em hospitais, que viessem a apresentar sinais de contaminação pelo COVID-19.

– Caso algum desses profissionais fosse afetado pelo coronavirus, não poderia fazer quarentena em suas residências, porque poderia transmitir para os seus familiares, disse Valberto Lima, acrescentando que “em todos os Estados do País as Secretarias de Saúde alugaram hoteis para acomodar seus profissionais, exceto Sergipe, que cancelou o contrato”.

Boa localização

O Nobile Express Aracaju fica localizado quase em frente ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e foi contactado para o contrato de hospedafem exatamente pela posição estatégica. A princípio os proprietários do hotel cobraram uma diária de R$ 160, mas baixou para R$ 83,00 por apartamento.

Os calculos são fáceis: por dia todos os cômodos sairiam por R$ 5.395,00. Por mês o Governo pagaria R$ 161.850,00 e pelo seis meses somaria exatos R$ 971.100,00, por todos os 65 apartamentos para acomodação em tempo integral de trabalhadores da Saúde que estivessem com suspeita de contaminação do coronavirus.

Uma observação: esse total de R$ 971.100,00 teria uma pequena redução, porque o preço da diária seria dois ou três reais inferiores à R$ 83,00. O valor foi arredondado para facilitar os calculos.

Um empresário do setor hoteleiro, que pediu para não ser identificado, considera que os valores foram altos, em razão do tempo de ocupação. Mas um médico conhecido, e que atua no Cirurgia e Huse, admitiu – também em off – que o preço seria justo pela localização do hotel – próximo ao hospital -, pela permanência de 24 horas nos apartamentos e por evitar danos às familias dos profissionais.

– Só quem não atua na área da Saúde, principalmente nos hospitais e postos médicos, em um período de pandemia é capaz de não entender o aluguel de um hotel para preservar os trabalhadores da área que estejam acometidos, disse.

Por Faxaju

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