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DAGV: Números de violência doméstica apresentam queda em SE, mas Polícia Civil alerta para importância da denúncia

Denúncias feitas pelas vítimas e pela sociedade contribui para que a vida da mulher seja preservada

Jornal de Sergipe Por Jornal de Sergipe
26 de julho de 2021
em Segurança
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Operação Acalento: Polícia Civil cumpre mandados de prisão e apura denúncia de crimes envolvendo crianças e adolescentes
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Diariamente, mulheres são agredidas no Brasil, sejam elas de classe alta, média ou baixa, e até os famosos viram manchetes policiais por agressão à mulher. A violência contra as mulheres pode resultar em um crime ainda mais grave, o feminicídio. Em Sergipe, segundo os dados da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEACrim), houve uma redução de 33,3% nos casos desse tipo de crime contra a vida da mulher entre 2020 – com 14 registros – e 2019 – com 21. Em 2021, até 11 de julho, foram oito mulheres que perderam a vida em crime de feminicídio.

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De acordo com o Atlas da Violência 2020, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2018, uma mulher foi assassinada no Brasil a cada duas horas, totalizando 4.519 vítimas. Ainda segundo a pesquisa, embora 2018 tenha apresentado uma tendência de redução da violência letal contra as mulheres na comparação com os anos mais recentes, ao se observar um período mais longo no tempo, é possível verificar um incremento nas taxas de feminicídios no Brasil e em diversos estados.
Nesse sentido, a Polícia Civil alerta sobre a importância das denúncias de casos de violência contra a mulher, pois as situações de agressão, sejam elas físicas ou psicológicas, podem desencadear no feminicídio. Em Sergipe, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), vinculada ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), instaurou 215 inquéritos policiais com 135 autores presos. Os registros são de agressões das mais variadas formas que tem como alvo a mulher.
A delegada Renata Aboim destacou que, apesar do maior tempo dentro de casa, os números de violência doméstica no estado não apresentaram alta em 2020. “Felizmente, ainda que num ano bem difícil de pandemia, em que as pessoas foram obrigadas a ficar confinadas em casa, em Sergipe, não verificamos aumento na violência doméstica. Os números de denúncia foram similares aos de 2019, porém, continuamos alertando às mulheres para que denunciem o quanto antes”, enfatizou.
A denúncia é fundamental para que as mulheres saiam da situação de violência doméstica e para que o caso não evolua para uma situação mais grave, que é o feminicídio, conforme ressaltou a delegada. “Acreditamos que a denúncia precoce consegue barrar a violência, consegue romper o ciclo de violência e evitar que evolua até um feminicídio. O agressor sempre dá sinais, desde o início do relacionamento. Ele demonstra ciúme excessivo. Começa de forma sutil, mas que, com o tempo, vai demonstrando cada vez mais sua agressividade e o sentimento de posse com relação à vítima”, reiterou.
Assim, Renata Aboim reforçou que as mulheres precisam formalizar a denúncia para que possam receber proteção contra seus agressores. “É importante que as mulheres estejam atentas a esse sinal e observem que, quando a situação passar a ser mais delicada e complicada, que ela se sinta acuada de alguma forma, que ela faça a denúncia, procure a delegacia de polícia, especializada ou local, para conversar com o delegado e ser orientada a respeito das providências a serem tomadas com relação ao seu caso”, orientou a delegada.
As denúncias de violência doméstica podem ser feitas pelas próprias vítimas e também por qualquer pessoa que presencie ou tenha conhecimento dessas situações. Nos casos em que a violência esteja ocorrendo naquele momento, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190. Há também o Disque-Denúncia (181), da Polícia Civil, e o telefone (79) 3205-9400, do DAGV. “Temos observado que a sociedade não tem mais se omitido em muitos dos casos. Em 2020, na fase inicial da pandemia começamos a observar o acréscimo no número de denúncias por parte de terceiros e isso tem feito a diferença no combate a esse tipo de violência”, concluiu Renata Aboim.

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