Criminosos se passam por servidores da Assistência Social para aplicar golpes em beneficiários do CadÚnico
Criminosos têm se passado por profissionais da Assistência Social para aplicar golpes em famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
Criminosos têm se passado por profissionais da Assistência Social para aplicar golpes em famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Utilizando mensagens pelo WhatsApp, SMS ou até visitas domiciliares falsas, os golpistas afirmam que o benefício será suspenso caso o cadastro não seja “atualizado” imediatamente — e então solicitam dados pessoais, fotos de documentos, senhas e até dados bancários das vítimas.
Segundo prefeituras de diferentes estados, os golpistas criam mensagens com linguagem informal, mas com tom de urgência. Eles se identificam como supostos servidores do CRAS, do Bolsa Família ou até da “Secretaria do Governo”. Em alguns casos, enviam links falsos para roubar dados; em outros, marcam falsas visitas domiciliares para ganhar a confiança das famílias vulneráveis.
Órgãos oficiais têm alertado que a Assistência Social não faz atualização de CadÚnico por WhatsApp, muito menos envia links pedindo comprovantes ou dados bancários. Qualquer atualização cadastral só é feita presencialmente nos CRAS, mediante agendamento ou convocação oficial registrada no sistema.
Prefeituras como as de Aracaju (SE), Caucaia (CE) e Itaguaí (RJ) já publicaram alertas oficiais e orientam a população a não fornecer nenhum dado por mensagem e procurar imediatamente um CRAS caso receba abordagens suspeitas. Famílias que caíram no golpe relataram terem descoberto empréstimos feitos em seus nomes e até perda temporária do benefício.
O Governo Federal e o Ministério do Desenvolvimento Social reforçam que nenhum servidor pode solicitar senha, conta bancária ou código por mensagem, e que qualquer comunicação oficial é feita pelo App Bolsa Família / Gov.br ou em canais oficiais do governo.
Especialistas alertam que o aumento desses golpes acompanha a expansão do Bolsa Família e demais programas sociais e que os criminosos aproveitam prioridades como a fome, medo de bloqueio do benefício e baixa familiaridade com tecnologia para agir.
Quem receber contatos suspeitos deve registrar boletim de ocorrência, informar à secretaria de Assistência Social do município e jamais clicar em links desconhecidos ou enviar documentos sem confirmação oficial.
