Justiça suspende concurso da PM de Sergipe após denúncias de irregularidades no teste físico
O concurso da Polícia Militar de Sergipe, que ofertava 335 vagas para soldados e oficiais, foi suspenso pela Justiça após denúncias de irregularidades no Teste de Aptidão Física (TAF).
O concurso da Polícia Militar de Sergipe, que ofertava 335 vagas para soldados e oficiais, foi suspenso pela Justiça após denúncias de irregularidades no Teste de Aptidão Física (TAF). A decisão, proferida pela 18ª Vara Cível de Aracaju, atende a uma ação movida por uma candidata, que relatou uma série de falhas durante a aplicação da prova.
Entre os principais problemas apontados estão a realização dos testes após as 10h — contrariando o edital —, ausência de critérios padronizados entre os avaliadores, uso de normas de editais anteriores, além da falta de transparência e acesso aos vídeos que serviriam como prova para possíveis recursos.
A denúncia também revelou que alguns avaliadores estariam atuando simultaneamente como treinadores de candidatos, o que pode configurar conflito de interesses e quebra da isonomia do certame.
Diante da gravidade dos fatos, o juiz responsável determinou a suspensão de todas as etapas futuras do concurso até que as irregularidades sejam apuradas. O Instituto Selecon, banca organizadora, foi notificado para cumprir imediatamente a decisão. O Governo do Estado e o Ministério Público também foram informados.
Essa não é a primeira vez que o concurso é alvo da Justiça. Em uma decisão anterior, foi suspensa a exigência da barra fixa para mulheres, por ser considerada uma exigência desproporcional e discriminatória. Na ocasião, a Justiça mandou que fossem adotados critérios físicos equivalentes e adequados à realidade feminina.
Agora, o certame fica paralisado até que se comprove a lisura do processo, jogando incertezas sobre o calendário de novas etapas e a convocação dos aprovados no concurso da PMSE.
