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Delegada que combateu corrupção e foi exonerada tentará ser prefeita de Aracaju

Delegada foi retirada de sua especialização e transferida duas vezes.

A delegada conhecida no Estado de Sergipe por combater à corrução e colocar políticos conhecidos atrás das grades, ao menos temporariamente, juntamente com sua equipe da Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deotap), vai tentar ser prefeita de Aracaju. Danielle Garcia, a delegada que tirou sono de vereadores e deputados, foi afastada do cargo na gestão de Jackson Barreto.

De castigo, foi exonerada da Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deotap) e deslocada de sua especialização para a delegacia da Barra dos Coqueiros (SE). Daniele investigou, juntamente com sua equipe e com o apoio do Ministério Público, a podridão do lixo em Aracaju, que resultou na prisão do dono da Torre por superfaturamento.

De acordo com o inquérito, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, que atua no combate à lavagem de dinheiro, detectou saques suspeitos de elevadas quantias em dinheiro na boca do caixa. Os saques foram feitos pelo empresário da Torre, José Antônio Torres Neto e ocorreram nas vésperas do segundo turno das eleições municipais de 2016, aliado a contatos telefônicos mantidos com o então candidato a prefeito Edvaldo Nogueira

O então delegado geral da Polícia Civil à época, Alessandro Vieira, disse que durante o cumprimento de mandado de prisão, o dono da Torre teria jogado o celular no lixo para ocultar evidências. Ele teria entregado outros aparelhos para iludir a Polícia e a Justiça na primeira fase da operação.

Danielle também ficou conhecida por colocar atrás das grades vereadores que foram denunciados por corrupção em Aracaju. Após a operação que investigou contrato com a Torre, Danielle, o secretário e o chefe de polícia foram exonerados do cargo.

Os delegados Danielle e Gabriel, que faziam parte do Deotap, chegaram a prestar depoimento na Câmara de Vereadores. Danielle demonstrou frustração e queria prosseguir no combate à corrupção, mas foi exonerada de forma abrupta e sem nenhuma justificativa do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap).

Para o Portal Infonet, Danielle disse:

“Depois da operação Babel, não só o secretário de segurança e o chefe de polícia foram exonerados do cargo, quanto eu logo em seguida. Não sei se existe alguma relação, mas o fato é que hoje tenho que cuidar dos crimes na Barra dos Coqueiros e quem está à frente da Deotap ou da Secretaria de Segurança Pública que cuide destas questões de corrupção. Nós nos especializamos nesta área e saímos de forma abrupta, sem uma justificativa, na nossa opinião, plausível, mas essa questão diz respeito à administração”, comentou.

Danielle foi exonerada e transferida para o Departamento de Narcóticos. Alguns meses depois foi transferida novamente para a delegacia da Barra dos Coqueiros, saindo de sua especialização, que é o combate à corrupção.

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